A Câmara

Informações Gerais • História

Primeira sessão da Câmara

Finalmente, após quatro anos da transformação da Vila, o Município de Sete Lagoas era definitivamente instalado. A primeira sessão da Câmara foi presidida pelo Tenente Coronel José de Souza Viana, Presidente da Câmara Municipal de Santa Luzia. Assim, nascia o Município de Sete Lagoas, na Província de Minas Gerais, no Brasil Império. Os primeiros homens a escrever a nova história política de Sete Lagoas foram os vereadores: José de Souza Vianna, Francisco Vicente Gonçalves Penna, Joaquim Gomes de Freitas Drummond, Estanislau Luiz Moreira, Antonio Teixeira Guimarães, Bernardino de Senna e Mello, João Francisco de Paula Pacu, Justiniano Augusto de Lima. A primeira eleição levou 418 eleitores às urnas em Sete Lagoas. O vereador mais votado foi Doutor Francisco Vicente Gonçalves Pena, médico que obteve 383 votos. Um eleitor votou em branco. Foi assim, em 23 de maio de 1871.


Brasão D'Armas da Cidade de Sete Lagoas

A coroa mural em cima do escudo é símbolo de cidade caracterizada, nesta significação, pelas cinco torres, sendo o metal de prata.

O esmalte vermelho do escudo representa o mérito, a intrepidez, a coragem, o ânimo valoroso, o espirito decidido, características estas, de natureza moral, que têm decidido através dos tempos, o homem das Sete Lagoas, lado a lado com o de outras terras e de outras nações.

A corrente de preto simboliza a escravidão que se rompeu, num momento de cristã grandiosidade, e por isso é ela mostrada com o elo central rompido, que é para significar que Sete Lagoas é terra em que se ama a Liberdade. Lembra o episódio inesquecível da Escrava, que a bondade de um homem, reagindo contra a iniquidade do nefando comércio, desenvolveu à condição de criatura livre.

A cor negra (Sable) significa sofrimento, mas sofrimento interrompido (o elo partido). A estrela de ouro sinistrada representa a Lagoa Paulino, assim destacada em razão de sua posição privilegiada em pleno centro da cidade, sempre erigida em memorial de Sete Lagoas, enquanto que as seis estrelas adestradas, também de ouro, são a visualização das outras seis lagoas: Chácara, Cercadinho, Catarina, José Félix, Matadouro e Boa Vista.

O ramo do algodoeiro e as duas canas arrancadas, ambos de verde (Sinopla) recordam a origem primeira da economia de Sete Lagoas, estreada precisamente na cultura desses dois vegetais. O verde, na simbologia Heráldica, diz da esperança, da abundância e da fertilidade, enquanto que o branco do algodão em flor é bem o símbolo da paz e da fé, anseio e característica expressiva da gente setelagoana.

A faixa inferior, de branco, contém o dístico que marca os instantes das lutas, das pelejas, sempre buscando alcançar os planos mais altos do progresso material e principalmente, as conquistas superiores da espiritualidade e que tão bem se concretizam nas mostras de respeito à ordem, à lei, aos ditames da religião da parte de cada cidadão de Sete Lagoas, Ad Altiora Nata, ou seja, em vernáculo, "nascida para o alto".

O metal ouro das estrelas representam a riqueza, o amor, a honra.

O metal prata da coroa mural, simboliza a inocência, a candura, a lisura e a honestidade.